sábado, 3 de novembro de 2018

Responsabilidades

Nasci nos anos 80 e cresci acompanhando a redemocratização do Brasil. Passei a infância e adolescência ouvindo de todos que minha geração seria o futuro do País, que faríamos a diferença para melhorar a nação. Hoje, aos trinta e seis anos, com o resultado das eleições e com o quadro político nacional, por um instante, coloquei o fardo da mudança na geração da minha filha de nove anos... Por um momento quase me libertei do peso, quase lavei as mãos. Teria cometido o mesmo erro de quem apostou tudo na minha geração. Mas recobrei a razão a tempo. Não adianta jogarmos a responsabilidade pro futuro. Temos que agir agora, ainda dá tempo de mudar. A direita, que saiu vencedora, pode sim, se usar a empatia como norte, fazer um bom trabalho. A esquerda não morreu, restou a verdadeira esquerda, que não deve ser oposição por oposição, tem que ser fiscalizadora até reconquistar a confiança do povo. E nós, que fomos um dia a geração do futuro, é hora de mudarmos o presente, um círculo por vez (família, amigos, trabalho...). Teremos quatro longos anos para nos reinventarmos... Ainda tenho esperança de viver dias melhores!