Procuro sempre olhar as situações com certo distanciamento, tentando enganar a minha condição humana e ser imparcial nas minhas posições. Talvez agora eu não consiga e caia no erro da parcialidade, por isso aceito as opiniões dos amigos. Quando vejo as batalhas travadas entre manifestantes e policiais nas ruas, acabo ficando pesaroso. Dividido entre a tristeza e a vergonha, principalmente quando as manifestações são reprimidas com violência. Contudo, sempre que vejo as pedras sendo arremessadas em direção aos policiais, penso que o manifestante errou a mira. Deveria tê-la jogado com um pouco mais de força! A pedra deveria passar por cima desse escudo do Estado, que é feito de carne e osso, e continuar voando, como se tivesse vida própria, abandonando sua condição de mineral e, organicamente, com a fúria de uma nação enganada, acertar o teto de vidro de algum político corrupto. Mas é sempre ação e reação. Manifestação X Polícia. Pedras X Cassetetes. Que pena tanta energia ser canalizada uma contra a outra, enquanto quem saqueia o país vê tudo pela TV. Além da parcialidade, vou me permitir um segundo erro neste texto, a utopia: Seria muito bonito ver coturnos e tênis caminhando na mesma direção, lado a lado, com o mesmo objetivo. Os políticos brasileiros tremeriam...
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